Todo procedimento cirúrgico envolve riscos, e na cirurgia plástica isso não é diferente, motivo pelo qual Milton Seigi Hayashi, médico cirurgião plástico, costuma enfatizar que informação e avaliação criteriosa são etapas indispensáveis antes de qualquer decisão.
Antes de mais nada, é fundamental entender que os riscos variam conforme o tipo de cirurgia, o estado de saúde do paciente, a técnica utilizada e a estrutura onde o procedimento é realizado. Portanto, não existe cirurgia totalmente isenta de complicações, ainda que a maioria dos procedimentos transcorra sem intercorrências quando bem indicada e executada.
Neste artigo, venha compreender os possíveis riscos de toda cirurgia, que ajuda a alinhar expectativas em decisões importantes.

Riscos comuns a procedimentos cirúrgicos
Algumas complicações são inerentes a qualquer cirurgia, como sangramentos, infecções, reações à anestesia e formação de trombos. Embora esses eventos sejam relativamente raros em pacientes bem avaliados, eles fazem parte do espectro de possibilidades e precisam ser considerados no processo de decisão.
O Dr. Milton Seigi Hayashi alude que a resposta inflamatória do organismo pode variar entre indivíduos, resultando em inchaços mais prolongados, hematomas extensos ou desconforto maior do que o esperado. Nesse sentido, o acompanhamento pós-operatório é essencial para identificar precocemente qualquer sinal de complicação e intervir rapidamente, se necessário.
Complicações específicas da cirurgia plástica
Na cirurgia plástica, existem riscos específicos relacionados à cicatrização, como abertura de pontos, formação de cicatrizes alargadas ou queloides, especialmente em pessoas com predisposição genética. Dessa forma, a avaliação do histórico do paciente é determinante para a escolha da técnica e para a orientação sobre expectativas de resultado.
Da mesma forma, pode ocorrer assimetria, irregularidades de contorno ou necessidade de retoques cirúrgicos. Embora muitas dessas situações possam ser corrigidas, elas fazem parte do planejamento realista e devem ser discutidas previamente, evitando frustrações no pós-operatório, explica Hayashi.
Importância da avaliação pré-operatória
Grande parte dos riscos pode ser minimizada por meio de uma avaliação pré-operatória rigorosa. Exames laboratoriais, análise do histórico clínico, avaliação cardiovascular e, em alguns casos, exames de imagem são fundamentais para identificar condições que possam aumentar o risco cirúrgico, informa Hayashi, médico cirurgião plástico.
Além disso, hábitos como tabagismo, uso de determinados medicamentos e presença de doenças crônicas precisam ser considerados no planejamento. Sob essa perspectiva, a suspensão de cigarros, o ajuste de medicamentos e a estabilização de condições clínicas fazem parte da preparação para reduzir complicações.
Estrutura hospitalar e equipe qualificada
Outro fator determinante para a segurança do paciente é a estrutura onde a cirurgia é realizada. Ambientes hospitalares adequados, com equipamentos de monitoramento, suporte de terapia intensiva e protocolos de emergência, oferecem maior capacidade de resposta em situações inesperadas.
Da mesma forma, a presença de equipe multidisciplinar, incluindo anestesista experiente e profissionais de enfermagem treinados, contribui significativamente para a redução de riscos. Diante disso, escolher o local do procedimento é uma decisão tão importante quanto escolher o cirurgião.
Papel do paciente na prevenção de complicações
A prevenção de riscos não depende apenas da equipe médica. O paciente tem papel ativo no sucesso do procedimento ao seguir corretamente as orientações pré e pós-operatórias. Isso inclui respeitar períodos de repouso, utilizar medicações prescritas, evitar esforço físico e comparecer às consultas de acompanhamento.
O médico cirurgião plástico, Milton Seigi Hayashi, destaca que comunicar qualquer sintoma diferente, como dor intensa, febre, vermelhidão excessiva ou secreções, permite intervenção precoce e evita agravamento de quadros que poderiam ser facilmente tratados se identificados a tempo.
Expectativas realistas e decisão consciente
Outro aspecto relevante é a relação entre expectativa e percepção de risco. Pacientes que compreendem as limitações e possibilidades do procedimento tendem a lidar melhor com o período de recuperação e com eventuais intercorrências. Por isso, o diálogo franco com o profissional é parte fundamental do processo de decisão.
Assim, a cirurgia plástica deve ser encarada como um tratamento médico, com benefícios potenciais, mas também com responsabilidades e cuidados necessários. Decidir com base apenas em resultados estéticos desejados, sem considerar riscos, pode comprometer a segurança e a satisfação final.
Informação como ferramenta de proteção
Com isso, se compreende que conhecer os riscos da cirurgia plástica não deve gerar medo, mas sim promover escolhas mais conscientes e responsáveis. A maioria das complicações pode ser evitada ou tratada quando há preparo adequado, estrutura apropriada e acompanhamento contínuo.
Como reforça Milton Seigi Hayashi, segurança em cirurgia plástica é resultado de planejamento, ética e cooperação entre médico e paciente. Com informação, avaliação criteriosa e conduta responsável, é possível reduzir significativamente os riscos e alcançar resultados alinhados com a saúde e o bem-estar do paciente.
Autor: Sergey Sokolov