O apresentador Agnelo Corbelino recebeu como convidado do “Passando a Limpo” desta segunda-feira (3), o deputado Federal Emanuelzinho (PTB), com quem bateu um papo sobre o cenário político estadual frente às manifestações políticas de apoiadores do presidente da República Jair Bolsonaro (Sem partido) em cidades de Mato Grosso durante o fim de semana.

Além da questão da Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada para investigar as ações do presidente frente a Covid-19, sua possível troca saída do Partido Trabalhista Brasileiro para as eleições de 2022 e outros assuntos.

O presidente da República afirmou que concorrerá novamente ao pleito nas eleições 2022 por uma vídeo Conferência para seus apoiadores mato-grossenses que seguiam em trio elétrico. O Parlamentar cuiabano contou como anda o clima em Brasília, no momento em que o Supremo Tribunal Federal tronou elegível o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva:

A polarização se intensificou, nós sabemos que a última eleição não havia tido uma vantagem tão larga, e de certa forma, o único candidato e isso se diz nos corredores do Congresso Nacional que estaria à altura hoje de competir de igual para igual com o deputado Jair Bolsonaro seria o ex-presidente Lula, então as bancadas que são mais próximas à ideologia de esquerda, de certa forma já estão se organizando para as eleições de ano que vem“, conta o parlamentar.

Questionado sobre como enxergaria a CPI da Covid-19, Emanuelzinho afirma ser a favor, entretanto, equilibra que a Comissão deveria se iniciar em outro momento. “Eu acho que tem m objeto certo, mas no momento errado. Por quê? Todo mundo que é gestor público e está chefiando o executivo está propenso a investigação parlamentar de inquérito, isso é natural. O problema é o momento, muitas vezes a CPI é palco de palanque político (…) Você prepara um discurso e um enredo com seus pares para poder desestabilizar eventualmente uma gestão. Então eu acho que o momento adequado poderia ser: todo mundo vacinou? Acabou a Covid? Investiga. Os dados vão tá lá do mesmo jeito“, ponderou o deputado.

Questionado sobre uma possível saída do PTB, e como ficaria sua relação com seu pai, prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), o parlamentar contou:

Em relação ao prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), a tendência é sempre que eu caminhe com ele desde que eu concorde, até porque são agendas políticas. Da mesma forma que eu concordo com algumas coisas do presidente Jair Bolsonaro e outras não, é a mesma coisa com o prefeito Emanuel Pinheiro. Sou filho, o amo, mas há concordâncias e discordâncias. Eu preciso estar a vontade. Política ficou muito restrita a emenda parlamentar e recurso, hoje em dia se troca tudo por emenda parlamentar (…), mas o posicionamento político também é importante, por que as pessoas que votam em mim enxergam o posicionamento político em mim. Eu como não sou um extremista de nenhum dos lados eu consigo (…) captar o que há de bom nessas duas esferas“, pontua Emanuelzinho.

Assista a entrevista completa:

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