Gilberto Leite | Estadão Mato Grosso

A disputa pela presidência do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) municipal de Cuiabá, está acirrada, pretendentes de olho no cargo não faltam, entretanto, um nome em especial não agrada em nada a deputada estadual Janaína Riva, o do ex-secretário, Luiz Antônio Possas de Carvalho, haja vista que, o forte candidato é do atual inimigo político da parlamentar, Emanuel Pinheiro são aliados.

Riva afirma que o prefeito de Cuiabá foi quem indicou o ex-secretário, de acordo com ela, à presidência necessita de alguém neutro, o qual não seja filiado nem ao seu grupo e, nem ao grupo do chefe do executivo de Cuiabá.

A parlamentar foi questionada acerca da indicação realizada por ela ao jurista Rafael Bastos, o qual a parlamentar ressalta não pertencer ao seu grupo, e que apenas ocupa uma cadeira na 1ª secretaria da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

“O Rafael não é meu, ele é funcionário da primeira-secretaria da AL e é indicação do MDB. O Rafael está no MDB há 40 anos e por mais que eles falem que o Luiz Antônio também está há muito tempo, ele foi secretário do Emanuel. Pode não ser o Rafael e sim a Teté. Tem alguém mais neutra que a Teté? Se ela não quiser pode pegar outra pessoa que seja mais neutra, mas só não acho correto pegar alguém que fez parte da gestão (Emanuel) para fazer de conta que é alguém neutro. Acho que tem que ser neutro de verdade e que se preocupe com o partido, em geral”, detalhou.

Riva também comentou a respeito da suposta indicação de Teté Bezerra para o comando da Secretaria Estadual de Agricultura Familiar (Seaf), substituindo Silvano Amaral. A parlamentar afirma que o estado de desgaste de Amaral já se tornou público, entretanto, o presidente estadual do partido, Carlos Bezerra (MDB) ainda não cogitou um substituto e que o favorito ao cargo é Thiago Silva.

“Se o Silvano não for ficar, o que acho difícil porque ele também foi indicado pelo Juarez Costa, aí vamos abrir uma discussão partidária, mas quem teria uma prioridade seria Thiago Silva por conta das suplências. Temos que levar em consideração também que o governador tinha um compromisso com a coligação de dois deputados assumirem e ele movimentar entre esses deputados que não fossem reeleitos”, falou a deputada.

Desse modo, mesmo sem a indicação oficial, a deputada defende Teté, ressaltando a experiência política da esposa de Carlos Bezerra, que já foi deputada federal e estadual e que tem capacitação para assumir o cargo por sua renomada trajetória política.