O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) apura, atualmente, 29 denúncias de fake news utilizadas com fins eleitorais.

O novo presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, e a corregedora regional eleitoral, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho foram empossados nesta terça-feira (27), de forma virtual, e afirmaram que o combate à fake news será uma meta da gestão.

Os desembargadores, que comandarão o TRE pelos próximos dois anos (biênio 2021/2023), afirmaram já ter um plano de ação definido.

Carlos Alberto falou durante o discurso, que a Justiça Eleitoral fará sua parte, mas que o cidadão precisa contribuir para o avanço social, por meio do voto responsável e do combate à desinformação.

“O eleitor tem o dever de buscar a verdade sobre os candidatos e votar de forma consciente e responsável, ciente que suas escolhas implicará se não na nossa vida, nas de nossos filhos e netos, e nas futuras gerações. Vamos punir a disseminação das notícias falsas. A tarefa não está somente a cargo da Justiça Eleitoral, mas de toda a população, que deve procurar, no mínimo, certificar o que recebe e o que vai repassar nas redes sociais”, defendeu.

As chamadas fake news, utilizadas par denegrir a imagem de candidatos ou espalhar dúvidas, até mesmo sobre a urna eletrônica, foram muito disseminadas nas eleições de 2018.

As investigações em andamento foram abertas em 2020 e os desembargadores não deram detalhes sobre quais casos estão nessa lista.

“Aquilo que for possível de apurar nós vamos fazer. Até porque temos um histórico de disseminação de fake news através de agentes que querem tumultuar as eleições. Mas a melhor coisa que podemos ter é a ação da população, é a conscientização”, afirmou o novo presidente do TRE.

Durante a posse, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), também falou sobre a disseminação de notícias falsas.

“Esse vírus que está sendo espalhado, chamado ‘fake news’, compromete a democracia desse país e é lamentável perceber como muitas pessoas falam livremente e impunemente inverdades, as quais estão corroendo o tecido democrático e o pilar que sustenta a sociedade. Esperamos que todos que operam os sistemas que garantem a democracia possam também combater esse vírus”, disse.

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