Julia Ouviedo

A política de tolerância zero à criminalidade tem demonstrado efetividade com a redução dos principais índices criminais no ano de 2020. Neste contexto, os crimes de roubos e furtos a bancos e outras instituições financeiras, antes muito comuns no estado, não só apresentaram redução, como não tiveram nenhuma ocorrência, como é o caso de roubos consumados. No mesmo período de 2019, foram registrados quatro casos.

Os dados são da Superintendência do Observatório de Segurança da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) e são referentes ao período de janeiro a dezembro. O levantamento ainda aponta que em 2020 houve 13 furtos consumados, enquanto em 2019 este número foi de 29 furtos, ou seja, uma redução de 55%. Vale destacar que a diferença entre roubo e furto é que a primeira consiste no emprego de ameaça ou violência.

A forte atuação das forças de segurança para coibir este tipo de crime demonstrou bons resultados. No caso de roubos tentados, também não houve registros em 2020, enquanto em 2019 foram registradas três ocorrências. Já com relação às tentativas frustradas de furto a bancos, no ano passado 19 ocorrências foram registradas, contra 51 que ocorreram em 2019. Ou seja: uma redução de 63%.

Do modus operandi utilizado pelos criminosos em ocorrências tentadas e consumadas, 55% são de aberturas ou cavidades nas paredes das instituições e 45% dos ataques direcionados a caixas eletrônicos.

O secretário adjunto de Integração Operacional da Sesp-MT, coronel PM Victor Fortes, lembra que desde o início da atual gestão, o programa Tolerância Zero já era uma proposta, que dentre os vários eixos de atuação, também previa o enfrentamento aos crimes contra as instituições financeiras.

“É um crime que há tempos Mato Grosso tem registrado taxas de redução e a gente atribui isso às ações de prevenção que são realizadas com o apoio da Inteligência, que atua de forma muito integrada entre as instituições estaduais e federais, o que colabora com o monitoramento das organizações criminosas”, destacou Fortes.

O secretário adjunto também pontua que qualquer tentativa de crime contra instituições financeiras é respondida de forma rápida e eficiente, devido à estrutura existente no Estado, desde o apoio aéreo para deslocamento de tropa feito pelo Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), como o trabalho investigativo realizado pela Polícia Judiciária Civil (PJC), e a prevenção e enfrentamento pela Polícia Militar (PM-MT) e suas unidades especializadas.

“Cabe também destacar a parceria com as próprias instituições financeiras, que sempre subsidiam a Sesp com informações, e que também têm feito sua parte relacionada ao reforço dos meios de segurança nas unidades financeiras do estado”, finalizou Fortes.