O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), executa projeto para incentivar o cultivo do cacau no Estado. O Programa ‘MT Produtivo – Cacau’ prevê disponibilizar 300 mil mudas de cacacueiro a agricultores familiares das regiões norte e noroeste do Estado nos próximos dois anos.

A expectativa é de que Mato Grosso quase triplique a produção, saltando das atuais 491 toneladas de cacau/ano para cerca de 1.500 t/a de matéria-prima do chocolate, uma vez que cada hectare poderá produzir anualmente uma média de 3,5 toneladas do fruto do cacaueiro. O Estado ocupa atualmente o 6º lugar na produção nacional de cacau. A previsão é de que os investimentos para a execução do programa alcancem a marca de R$ 1 milhão.

Segundo o secretário de Estado de Agricultura Familiar, Silvano Amaral, o cultivo do cacau em Mato Grosso nos anos 90 era maior do que dos dias atuais. Porém por conta da doença ‘vassoura-de-bruxa’, que devastou muitas plantações no País na época, muitos produtores desistiram da atividade e migraram para outros tipos de cultivo. “Graças à ciência foi possível criar mudas clonadas de variedades mais resistentes à vassoura-de-bruxa, e com isso temos hoje melhores condições para o retorno do plantio do cacau no nosso Estado”, comenta Silvano Amaral.

Hoje, a produção atual de cacau no Brasil não é suficiente sequer para satisfazer o consumo interno, e, segundo o superintendente de Agricultura Familiar da Seaf, George Lima, a proposta do programa é aproveitar esse mercado sedento pelo produto para fazer com que agricultores familiares possam aumentar a renda através do cultivo da amêndoa.

“A cadeia do cacau é pequena em Mato Grosso, mas tem um potencial enorme de crescimento e de atrair investidores e indústrias. Em qualquer programa é preciso sempre pensar na agregação de valor e na comercialização do produto, no caso do cacau a utilização de boas técnicas de fermentação e secagem da amêndoa e a venda da massa de cacau pronta para a fabricação do chocolate podem trazer mais rentabilidade para o produtor”, explica George Lima.

A previsão, conforme o engenheiro agrônomo e servidor de carreira da Seaf, é de que mais empregos sejam gerados, já que o cultivo do cacau e a produção de chocolate são intensivos em mão de obra e promovem alta demanda por empregos na localidade onde economicamente está ativa.

O programa ‘MT Produtivo – Cacau’, além da entrega de mudas, já disponibilizou recursos para contratação e capacitação de técnicos que irão atuar via prefeituras, percorrendo as propriedades participantes da ação de governo, a instalação de unidades demonstrativas que servirão de vitrine para o aprimoramento das práticas de manejo e acesso à linha de crédito.

Para a execução do programa foram realizadas parcerias com as prefeituras das regiões norte e noroeste, com a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), e a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

Produção em MT

A produção atual do cacau em Mato Grosso está concentrada nas regiões noroeste e norte. O Estado possui 11 municípios com produção regular: Colniza, Cotriguaçu, Brasnorte, Aripuanã, Novo Mundo, Carlinda, Paranaíta, Porto Estrela, Nova Monte Verde, Terra Nova do Norte e Rondolândia. As cidades que mais produzem são Colniza e Cotriguaçu.

A plantação do cacau pode ser consorciada com o plantio da banana. Ou seja, os dois podem ocorrer ao mesmo tempo, na mesma área. E atualmente a amêndoa do cacau fermentada e seca pode ser vendida entre R$ 13 a R$ 17 o quilo.

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