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A revelação bombástica foi feita na manhã desta terça-feira (02), durante entrevista ao Programa Passando a Limpo, apresentado pelo jornalista Agnelo Corbelino e concedida por Tânia Balbinot, membro do Movimento de Mulheres de Rondonópolis e do SOS Santa Casa.
Em documento assinado pelo secretário Municipal de Saúde de Rondonópolis, Rodrigo Ferreira, a prefeitura através desta secretaria se negou a colaborar com a Santa Casa no que diz respeito a alguns excedentes nos tratamentos dispensados a pacientes locais do SUS.
Em um dos trechos da resposta assinada pelo secretário ao diretor-presidente da Santa Casa de Rondonópolis, José Osiris Grama Hopeener, ele afirma que a prefeitura não tem recursos para custear o atendimento ora pleiteado.

O termo “colaboração” cabe bem neste momento em que a Santa Casa, salvo alguns repasses atrasados feitos pelo Governo do Estado, tem prestado um serviço de excelência durante a pandemia, verdadeiramente fazendo a diferença e salvando vidas em Rondonópolis e em 19 outros municípios da região Sudeste do Estado de Mato Grosso.
Vale ressaltar que a prefeitura de Rondonópolis, durante este um ano de pandemia, não criou nenhum leito de UTI destinado ao atendimento de pacientes com Covid-19.
Todas as pessoas que foram acometidas com a doença, seja de Rondonópolis ou da região, foram atendidas pela Santa Casa que instalou 20 leitos de UTI e pelo Hospital Regional que dispõe de outros dez leitos destinados à Covid.
Em tempo, Rondonópolis é um de tantos municípios brasileiros que foram contemplados pelo Governo Federal com o envio de recursos destinados ao combate à pandemia. Resta saber o que foi feito com tantos milhões de Reais.
O Ofício encaminhado pela direção da Santa Casa à Secretaria Municipal de Saúde em Rondonópolis é claro ao afirmar que a ajuda financeira seria para custear os pacientes da própria cidade, e que o atendimento feito aos outros municípios seriam da mesma forma custeados por aqueles municípios, diante da solicitação do hospital. Porém, o secretário não entendeu assim, achou que estaria pagando para atender pacientes de outras cidades, se negando a colaborar.

Por ora, a Santa Casa continua a prestar atendimento aos pacientes, sejam eles de Rondonópolis ou de cidades vizinhas, e aguardar até quando a  gestão pública vai se manter alheia à todos os problemas que norteiam a questão da saúde no município. Até quando vai deixar que outros assumam a responsabilidade que seria em primeiro  plano da prefeitura.