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O secretário jurídico do sindicato dos empregados em estabelecimentos bancários e ramo financeiro (SEEB-MT), e funcionário do banco do Brasil, Marcílio Lima, revelou ao Programa Passando a limpo, desta quarta-feira (03), que a instituição pública já vem sofrendo com a ausência de funcionários, o que afeta o atendimento e a satisfação do cliente, diante disso, a situação tende a piorar com o fechamento de agências e superlotação.

Lima pontuou sua insatisfação com as medidas adotadas pelo Banco do Brasil, a entidade pretende reduzir o quadro de funcionários e assim, garantir a economia de cerca de R$ 2 milhões. Entretanto, vem recebendo muito lucro mesmo em período de pandemia. “O banco fechou no ano de 2020, em plena pandemia, com quase 12 bilhões de lucro líquido ajustado”, afirmou o sindicalista.

A situação tende a deteriorar no atendimento em Mato Grosso, Estado que teve substanciais aumentos em relação ao PIB e que vem se destacando na economia nacional e por isso é dependente das ações da instituição. O fechamento das agências pioraria o atendimento que já é ruim atualmente, devido às medidas de restrições impostas pela Covid-19.

“Se é público, tem que dar um atendimento de qualidade”, disse Marcílio. Além disso, ele afirma que a comissão de funcionários tentou entrar em contato com o Banco para obterem mais informações, porém, não tiveram resposta.

Diante disso, há suposições de quais seriam as agências mato-grossenses a serem fechadas, mas Marcílio acredita que as agências da FEB em Várzea Grande, Júlio Campos, e em Cuiabá, a agência Cuiabá e a da Ponte de Ferro e outra em Rondonópolis. O cenário ainda é pior nas cidades de Nortelândia e Alto Paraguai, por exemplo, terão suas únicas agências fechadas.

Para finalizar, o funcionário do Banco, também destacou a ação de uma manifestação que irá acontecer no próximo dia (11), quinta-feira em que os colaboradores irão sessar os trabalhos.