Helder Faria

Na manhã desta quinta-feira (11), o deputado Ulysses Moraes participou de uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) e apontou duplicidade em documentos oficiais da Secretaria de Estado de Saúde (SES). O parlamentar encontrou uma substituição na resolução N° 3 da Comissão Intergestores Bipartite de Mato Grosso (CIB-MT), que trata sobre a distribuição das doses da vacina contra Covid-19, sem retificação.

No dia 28 de janeiro de 2021, o parlamentar encontrou no site da SES-MT, a resolução CIB-MT “Ad Referendum” N° 3, de 25 Janeiro de 2021 com quatro páginas assinadas pelo secretário de Saúde e um total de 2000 doses destinadas aos profissionais de saúde de Mato Grosso. Assim, apenas 1.000 trabalhadores de saúde seriam imunizados (1ª e 2ª doses), restando mais 2.000 doses que não constavam no anexo.

Vale destacar que essa resolução de N° 3 trata-se de um remanescente de apenas 4 mil doses das 126.160 doses da CoronaVac enviada pelo Ministério da Saúde na primeira remessa.

Ocorre que, após a cobrança pública realizada por este parlamentar, os dados constantes no anexo único da Resolução N° 3 foram modificados, alterando o número das doses destinadas aos trabalhadores de saúde, sem que constasse qualquer informação acerca da retificação das informações originais.

No dia 03 de fevereiro de 2021, o arquivo CIB-MT “Ad Referendum” N° 3, de 25 janeiro de 2021 foi alterado, sem qualquer comunicação formal ou publicidade nesse sentido, modificando o seu anexo único, agora passando a constar 1.972 vacinas em 1ª dose e 1.972 em 2ª dose.

“Acontece que essa substituição dos documentos foi feita sem nenhum tipo de retificação. Isso é muito sério. Até a assinatura está em locais distintos. Os dois documentos estão assinados pelo secretário de Saúde. Eles apenas substituíram um pelo outro. É como se a primeira resolução de n°3 nunca tivesse existido”, afirma Moraes.

Na audiência pública, o deputado apontou essas questões, mas o secretário não respondeu ao parlamentar, se isso foi falha ou corrupção. “Queremos respostas concretas é simples, se foi falha é só admitir o erro. O que não pode acontecer é essa simples substituição de um documento pelo outro sem retificação. São documentos públicos, não pode ser tratado de qualquer forma. É a população que precisa de transparência e seriedade. Agora, se foi corrupção, o responsável terá que ser punido”, finalizou Ulysses Moraes.