Da assessoria

Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Câmara de Cuiabá, o vereador Pastor Jeferson (PSD) defendeu nessa quinta-feira (4), que o Executivo Municipal e Estadual demonstrem de forma transparente os benefícios em torno da implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ou do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT) em Cuiabá e Várzea Grande. Durante a audiência pública para debater a troca de modal na Assembleia Legislativa, o parlamentar enfatizou que os dados técnicos precisam ser esclarecidos de maneira clara e simplificada a população.

“A proposta para um plebiscito deve ser levada em consideração para que as pessoas utilizem do seu direito em opinar sobre um assunto de grande impacto social. Como vereador da capital eu defendo que tanto o Governo do Estado, tanto a gestão municipal dê essa oportunidade para que o cidadão de bem possa entender e se posicionar sobre aquilo que será feito. Isso precisa acontecer com transparência, para que as pessoas enxerguem com clareza o que está sendo proposto no projeto”, disparou.

Parado desde dezembro de 2014, o projeto do Veículo Leve sobre Trilhos seria composto por duas linhas (Aeroporto-CPA e Coxipó-Porto), com total de 22 km de trilhos e terá 40 composições, com 280 vagões. Cada composição tem capacidade para transportar até 400 passageiros, sendo 72 sentados.

No entanto, nos últimos dias de dezembro, o Executivo anunciou que substituiria o VLT para o Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), pelo valor de R$ 430 milhões. Ao anunciar a desistência do VLT, que consumiu mais de R$ 1 bilhão, o Governo de Mato Grosso garantiu que a decisão foi embasada em estudos e relatórios técnicos.

Durante a sessão, foi proposto a realização de um plebiscito para que os defensores dos dois modais apresentarão à população – através de campanhas na televisão e na internet – as vantagens sobre cada modal.

Durante o discurso na tribuna, o Pastor Jeferson também citou o Veículo Leve sobre Pneus (VLP) que é uma tecnologia semelhante ao BRT, utilizada em várias capitais. Segundo ele, independente da escolha, a decisão deve acontecer de forma popular e sem “politicagem”. “Não devemos fazer dessa tribuna um palco político, mas sim levar a sério o que Cuiabá e o Estado de Mato Grosso precisa. Eu sempre disse que não sou a favor da politicagem e sim das políticas públicas. Os interesses a serem analisados aqui devem ser realmente da sociedade e não ligadas diretamente ao viés partidário político”, pontuou.

Por fim, o vereador ressaltou que por muitos anos utilizou o transporte público e reconhece as deficiências que precisam ser solucionadas para melhorar a qualidade de vida da população.
“É importante ver o lado dos cidadãos que acordam quatro horas da manhã e dependem do transporte público para estudar, empreender, trabalhar ou para fazer com que sua família tenha o sustento de cada dia”, finalizou.