Search
  • Home
  • Noticias
  • Cuiabá
  • Justiça
  • Sobre Nós
Leitura: Empresas lucrativas também quebram? Entenda o papel do fluxo de caixa
Compartilhe
Tribuna de Cuiabá Notícias
Tribuna de Cuiabá NotíciasTribuna de Cuiabá Notícias
Font ResizerAa
Search
  • Home
  • Noticias
  • Cuiabá
  • Justiça
  • Sobre Nós
Follow US
Tribuna de Cuiabá - [email protected]
Noticias

Empresas lucrativas também quebram? Entenda o papel do fluxo de caixa

Por Natalia Sorvella 31 de julho de 2026
Compartilhe
Valdoir Slapak
Valdoir Slapak

Valdoir Slapak, executivo com atuação em finanças e reestruturação empresarial, observa que há um paradoxo que surpreende muitos empresários: empresas que apresentam lucro no demonstrativo de resultados podem, ainda assim, enfrentar sérias dificuldades financeiras e até encerrar suas atividades. O fenômeno costuma gerar confusão porque lucro e caixa não representam a mesma coisa. Enquanto o lucro indica que a operação gerou resultado positivo em determinado período, o caixa revela se há dinheiro disponível para honrar compromissos imediatos.

Contents
Lucro e caixa não são sinônimosO ciclo financeiro pode transformar crescimento em riscoSinais de alerta que merecem atenção imediataComo proteger o caixa e reduzir o risco de ruptura?

Grande parte das crises corporativas não começa com prejuízo contábil, mas com a deterioração gradual do fluxo de caixa. Uma empresa pode vender muito, registrar lucro e, ao mesmo tempo, não ter recursos suficientes para pagar salários, fornecedores, impostos e financiamentos. Compreender essa diferença é essencial para qualquer organização que deseje crescer de forma sustentável.

Nas próximas linhas, você vai descobrir por que lucro não garante liquidez, quais são os principais sinais de alerta no fluxo de caixa e como uma gestão financeira disciplinada reduz o risco de ruptura operacional.

Lucro e caixa não são sinônimos

O lucro é calculado pelo regime de competência, no qual receitas e despesas são reconhecidas no período em que ocorrem, independentemente do momento do pagamento ou recebimento. Já o fluxo de caixa considera as entradas e saídas efetivas de dinheiro. Uma venda realizada hoje pode aumentar o lucro imediatamente, mas o dinheiro só entrará no caixa daqui a 60 ou 90 dias.

Imagine uma empresa que vende R$ 1 milhão com prazo de recebimento de 90 dias. Contabilmente, a receita entra no resultado e pode gerar lucro. No entanto, durante três meses, a companhia continuará pagando salários, aluguel, energia, tributos e fornecedores sem ter recebido o valor da venda. Se não houver capital de giro suficiente, o caixa pode ficar negativo mesmo diante de um resultado operacional positivo.

Segundo análise de Valdoir Slapak, essa situação se torna ainda mais crítica em setores com margens apertadas e ciclos financeiros longos, como indústria, construção civil e distribuição. Nesses casos, pequenas diferenças entre o prazo de pagamento e o prazo de recebimento podem consumir rapidamente a liquidez da empresa.

O ciclo financeiro pode transformar crescimento em risco

Muitos empresários associam crescimento de vendas à melhora automática da saúde financeira. Na prática, o aumento acelerado das vendas pode exigir mais estoque, mais crédito ao cliente e mais despesas operacionais antes que o dinheiro retorne ao caixa. Quando o crescimento não é acompanhado de planejamento financeiro, a empresa passa a financiar a própria expansão com recursos que ainda não recebeu.

Conforme ressalta Valdoir Slapak, o problema costuma aparecer em fases de expansão comercial. A companhia aumenta a produção, compra mais matéria-prima, contrata funcionários e amplia a operação. As receitas futuras parecem promissoras, mas o caixa sofre imediatamente com os desembolsos adicionais. Sem controle rigoroso do capital de giro, o crescimento pode aumentar o lucro e, simultaneamente, elevar o risco de insolvência.

Valdoir Slapak
Valdoir Slapak

Outro fator relevante é o estoque. Mercadorias paradas representam dinheiro imobilizado. Quanto maior o tempo de permanência do estoque, maior a pressão sobre o caixa. Empresas que crescem sem gestão eficiente de estoques frequentemente descobrem tarde demais que parte significativa do lucro está presa em produtos ainda não vendidos.

Sinais de alerta que merecem atenção imediata

A deterioração do fluxo de caixa raramente acontece de um dia para o outro. Existem sinais que costumam aparecer antes da crise se tornar evidente. Entre os mais comuns estão o aumento constante do uso do cheque especial ou do limite bancário, atrasos recorrentes a fornecedores, dificuldade para pagar tributos em dia e dependência crescente de antecipação de recebíveis.

Também merece atenção o descompasso entre lucro crescente e caixa estagnado ou negativo. Quando o resultado melhora, mas a disponibilidade financeira não acompanha, a empresa precisa investigar imediatamente a origem da diferença. Pode haver excesso de estoque, inadimplência elevada, prazos de recebimento muito longos ou investimentos sendo realizados sem planejamento adequado.

Na visão de Valdoir Slapak, um dos erros mais perigosos é acreditar que o problema será resolvido naturalmente com o aumento das vendas. Sem diagnóstico financeiro, a empresa pode continuar expandindo uma operação que consome caixa em ritmo superior à geração de recursos. Quanto mais tempo a correção é adiada, mais difícil se torna recuperar o equilíbrio financeiro.

Como proteger o caixa e reduzir o risco de ruptura?

A primeira medida é implantar um controle diário do fluxo de caixa projetado. Não basta acompanhar o saldo atual; é necessário prever entradas e saídas futuras para identificar períodos de maior pressão financeira. Projeções de 13 semanas são amplamente utilizadas porque permitem antecipar necessidades de capital de giro e tomar decisões antes que a falta de caixa ocorra.

Além disso, é igualmente essencial alinhar os prazos de pagamento ao ciclo de recebimento. Quando a empresa paga fornecedores em 30 dias e recebe clientes em 90, ela financia 60 dias da operação com recursos próprios. Reduzir esse intervalo melhora significativamente a liquidez.

A gestão de estoques também deve ser tratada como prioridade financeira. Estoque excessivo não é apenas um problema operacional; é capital parado. Políticas de compras mais precisas, revisão de itens de baixa rotatividade e acompanhamento do giro ajudam a liberar recursos para o caixa.

Por fim, decisões de investimento precisam considerar a capacidade financeira da empresa. Expansão, aquisição de equipamentos e abertura de novas unidades devem ser avaliadas não apenas pelo retorno esperado, mas também pelo impacto sobre a liquidez no curto prazo.

Empresas lucrativas podem quebrar porque lucro não paga contas; caixa, sim. Conforme pontua Valdoir Slapak, a sustentabilidade financeira depende da capacidade de transformar resultado contábil em dinheiro disponível no momento certo. Organizações que monitoram o fluxo de caixa com disciplina conseguem identificar riscos mais cedo, ajustar o capital de giro e preservar a continuidade operacional mesmo em períodos de crescimento acelerado ou instabilidade econômica.

Tag:Empresário Valdoir SlapakExecutivo Valdoir SlapakO que aconteceu com Valdoir SlapakQuem é Valdoir SlapakTudo sobre Valdoir SlapakValdoir Slapak
Compartilhe esse Artigo
Facebook Twitter Email Copie o link Print
Artigo Anterior Dalmi Fernandes Defanti Junior Feedback negativo: Saiba como comunicar sem gerar ressentimento na equipe
Próximo Artigo Guilherme Campos O novo ciclo da pecuária em Roraima: tecnologia e sustentabilidade como motores de crescimento

News

MPMT Cidadão: novo aplicativo promete facilitar denúncias e serviços de Justiça para moradores de Cuiabá
MPMT Cidadão: novo aplicativo promete facilitar denúncias e serviços de Justiça para moradores de Cuiabá
Justiça
Mais de 21 mil consultas foram perdidas em Cuiabá: por que faltas ao atendimento aumentam a espera no SUS
Mais de 21 mil consultas foram perdidas em Cuiabá: por que faltas ao atendimento aumentam a espera no SUS
Cuiabá
CAPS III Verdão avança em Cuiabá: o que muda no atendimento de saúde mental e quem poderá usar a nova unidade
CAPS III Verdão avança em Cuiabá: o que muda no atendimento de saúde mental e quem poderá usar a nova unidade
Noticias
Joel Alves
Pesca esportiva: o aumento da presença feminina que está mudando o cenário brasileiro
Noticias

Leia também

Noticias

Visto EB-2 NIW: O lado oculto do processo de imigração para brasileiros e os erros dos advogados

25 de abril de 2025 5 Min de leitura
Andre Luiz Veiga Lauria
Noticias

Fortalecimento de laços comerciais: Saiba mais sobre a parceria entre a Prixan e a Câmara do Comércio de Portugal na promoção da exportação de bebidas

19 de junho de 2024 6 Min de leitura
Ian Cunha
Noticias

Biohacking: Como otimizar corpo e mente de forma consciente?

25 de março de 2026 6 Min de leitura
Ler Mais
Hapvida encerra 4T25 com crescimento de receita líquida e avanço na agenda de transformação operacional
30 de março de 2026
Motociclistas são 69% das mortes no trânsito de Cuiabá: o que o boletim da Prefeitura revela
Motociclistas são 69% das mortes no trânsito de Cuiabá: o que o boletim da Prefeitura revela
17 de julho de 2026
Tribuna de Cuiabá Notícias

Tribuna de Cuiabá: Sua porta de entrada para o mundo das notícias. Aqui você encontra as últimas novidades sobre tecnologia, política, Brasil e muito mais. Análises aprofundadas, reportagens exclusivas e a opinião de quem mais entende do assunto. Fique conectado com o que acontece no mundo e em Cuiabá!

Milton Seigi Hayashi explica os riscos da cirurgia plástica que todo paciente deve conhecer.
Riscos da cirurgia plástica: Milton Seigi Hayashi alude o que todo paciente deveria saber
21 de janeiro de 2026
Nexdata Tecnologia Ltda
Sua empresa sabe onde estão seus dados? Isso pode ser um problema que impacta decisões e resultados
15 de abril de 2026
Follow US
Tribuna de Cuiabá - [email protected] - tel.(11)91754-6532
Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?