Conforme o CEO da Vert Analytics, empresa referência nacional em soluções analíticas e inteligência artificial aplicadas à gestão pública e corporativa, Andre de Barros Faria, a analítica passou a ocupar papel estratégico na organização dos sistemas de saúde pública, especialmente diante do aumento da complexidade epidemiológica e das restrições orçamentárias. O uso de dados estruturados e modelos de interpretação contribui para decisões mais precisas em políticas de prevenção, alocação de recursos e monitoramento de resultados. Essa abordagem integra tecnologia, gestão e planejamento de forma mais coordenada.
Como a inteligência analítica melhora a gestão dos serviços de saúde?
A gestão de serviços de saúde envolve decisões sobre infraestrutura, equipes e insumos. A análise de dados permite identificar padrões de demanda e sazonalidade. Com isso, gestores conseguem planejar recursos de forma mais eficiente.
Além disso, o acompanhamento de indicadores clínicos e operacionais contribui para avaliar o desempenho das unidades. Taxas de internação, tempo de atendimento e índices de readmissão revelam gargalos. Segundo Andre de Barros Faria, esses dados orientam ajustes nos processos.
A analítica, quando integrada à rotina administrativa, também favorece a transparência. Informações organizadas facilitam prestação de contas e monitoramento de metas. Isso fortalece a governança e a credibilidade institucional.

De que forma a inovação baseada em dados impacta políticas públicas?
Políticas públicas de saúde dependem de diagnósticos consistentes sobre a realidade populacional. Modelos analíticos ajudam a mapear incidência de doenças e fatores de risco. Essa base orienta campanhas de prevenção e programas de cuidado. A leitura detalhada dos dados permite identificar grupos mais vulneráveis. Isso favorece a distribuição mais equilibrada de recursos. Além disso, fortalece a eficiência das intervenções.
Além disso, simulações de cenários permitem avaliar impactos de diferentes estratégias. Decisões sobre vacinação, distribuição de medicamentos e ampliação de serviços podem ser projetadas com maior precisão. De acordo com Andre de Barros Faria, CEO da Vert Analytics e Conselheiro de Administração do Grupo Valore+, com mais de 15 anos de experiência nas áreas de tecnologia, isso reduz improvisações. A análise prévia de cenários ajuda a antecipar gargalos operacionais. Dessa forma, políticas tornam-se mais consistentes. O planejamento baseado em dados amplia a previsibilidade das ações.
O uso de dados também amplia a capacidade de resposta a emergências sanitárias. O monitoramento em tempo real facilita a identificação de surtos. A antecipação de tendências fortalece a atuação preventiva. Alertas rápidos permitem mobilização de equipes e insumos. Isso contribui para contenção mais eficiente de crises. Assim, a vigilância baseada em dados se torna instrumento estratégico.
Qual é o papel dos modelos de negócio e do empreendedorismo nesse contexto?
A incorporação de tecnologia analítica na saúde pública envolve interação com empresas e centros de inovação. Startups e organizações especializadas desenvolvem soluções de monitoramento e gestão de dados. Esse movimento cria novos arranjos produtivos. Parcerias entre setor público e privado ampliam a capacidade de desenvolvimento tecnológico. Esses vínculos estimulam transferência de conhecimento e inovação aplicada. Como resultado, o ecossistema de saúde torna-se mais integrado.
Ao transformar informação em instrumento estratégico, instituições fortalecem a governança e o uso racional de recursos. Como destaca Andre de Barros Faria, a inteligência analítica consolida-se, assim, como elemento central na construção de modelos de saúde mais sustentáveis e adaptáveis aos desafios contemporâneos. A análise contínua de dados permite ajustes mais rápidos nas políticas. Isso favorece respostas mais eficazes a mudanças epidemiológicas. Dessa forma, a gestão baseada em evidências ganha protagonismo.
Autor: Sergey Sokolov